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Democracia no trabalho na Europa:

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Democracia no trabalho na Europa: atores, culturas e modelos em perspetiva histórica e comparada (1973-2023). Estudos de caso da Alemanha, Espanha, Itália e Portugal nos setores ferroviário e energético.

A Práxis apoia este projeto de investigação europeu sobre democracia no trabalho – EURODEM WORKSIPG -, com financiamento aprovado da União Europeia, que reúne centros de investigação de quatro países (Alemanha, Espanha, Itália e Portugal), entre os quais a Universidade do Porto (IS-UP), e a Universidade Nova de Lisboa (IPRI). Um sindicato português, o SINDEL – Sindicato Nacional da Indústria e da Energia, é também um parceiro associado deste projeto cuja execução será iniciada em Janeiro de 2026 e que durará quatro anos. Associados da Práxis são também colaboradores deste projeto.
Acreditamos que o trabalho de investigação e as iniciativas que este projeto concretizará, possibilitarão úteis interações e reflexões com o mundo do trabalho organizado e poderão contribuir para que este tema da democracia no trabalho, que a Práxis tem procurado aprofundar, ganhe maior desenvolvimento em Portugal. Para que a democracia não fique à porta das empresas e das relações de trabalho.
Objetivos deste projeto
A democracia industrial tem uma origem europeia e remonta a vários séculos. Após o seu impulso durante o segundo pós-guerra e o florescimento de experiências nos anos 1970, entrou em declínio relativo no contexto do triunfo da perspetiva neoliberal, com as mudanças na governação económica global e um novo processo de globalização. Em meados da década de 1990 e, em particular, após os efeitos da Grande Recessão de 2008, o tema voltou a ganhar interesse, que se mantém até aos dias de hoje.
O objetivo do EURODEM_WORKSIPG é realizar uma análise histórica desta questão na sua dimensão europeia entre 1973 e 2023. Trata-se de um estudo comparativo das mudanças e continuidades dos atores (empregadores e trabalhadores) e das culturas de trabalho em quatro países (Alemanha, Espanha, Itália e Portugal), dois setores produtivos (transporte ferroviário e setor energético) e oito empresas, de natureza pública e privada.
Adota-se uma perspetiva interdisciplinar, que combina abordagens sociológicas, teoria política e direito com a metodologia da história. Académicos experientes e jovens investigadores colaborarão, com tarefas e intercâmbios planeados, num projeto inovador que contribuirá para o reforço das bases conceptuais do problema.
As sinergias com parceiros extraacadémicos permitirão a construção e consolidação de uma rede internacional de investigação. O impacto transversal esperado proporcionará a decisores políticos, dirigentes empresariais e sindicais, e membros de ONGs laborais recomendações para abordar a democracia no trabalho.

Haverá uma ampla divulgação e sensibilização entre os cidadãos sobre um futuro melhor para o trabalho como vínculo social (atualmente enfraquecido), como um espaço social intermédio de reforço democrático, promotor da igualdade e da justiça social, em consonância com os objetivos do “Horizonte Europa”, e como um travão aos impulsos autoritários dentro e fora das empresas.

Ver mais informação sobre este projeto europeu aqui

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