O mito das taxas de substituição
Vítor Junqueira, junho de 2025
Serão as pensões futuras capazes de assegurar uma transição relativamente suave face ao último salário do trabalhador? Esta é uma questão que recorrentemente entra na discussão pública, com o viés ideológico a suportar-se em alicerces que nem sempre são os mais adequados ou sequer robustos do ponto de vista técnico, mesmo que ostentem chancelas oficiais que os fazem tornar credíveis aos olhares de muitos. É o caso atual, em que o tema entrou no debate eleitoral pela voz daqueles que defendem a privatização do sistema português de pensões. O soundbite “as pensões vão corresponder a 40% do último salário”…
Pensões vão mesmo baixar para 40% do salário?
Catarina Almeida Pereira
Talvez não, admitem Finanças. A taxa de substituição das pensões vai descer, mas não necessariamente para 40% do último salário. Ministério das Finanças, que tutela a entidade que fez os cálculos, admite limitações nesta leitura.