A CES expressa sua profunda preocupação com as operações militares dos EUA na Venezuela e condena tal intervenção militar estadunidense, que viola a Carta da ONU e o direito internacional.
A CES apoia a CSI e a TUCA e reitera que os trabalhadores e cidadãos jamais devem pagar o preço da escalada geopolítica. O futuro da Venezuela deve ser decidido pelos próprios venezuelanos por meios democráticos e pacíficos, sem interferência estrangeira e com sindicatos livres e independentes, capazes de operar sem repressão.
A CES condena veementemente qualquer tentativa de potências estrangeiras de exercer controle político ou econômico sobre a Venezuela com o objetivo de garantir o acesso aos seus recursos naturais. Tais ações constituem uma grave violação do direito internacional, da Carta da ONU e do direito dos povos à autodeterminação, e inevitavelmente aprofundam a injustiça social, a repressão e as violações dos direitos dos trabalhadores.
A CES exige a proteção imediata dos civis e de todos os detidos, com garantias plenas de devido processo legal e transparência. Exortamos todas as partes a retomarem a diplomacia e o diálogo e reiteramos que a América Latina deve permanecer uma zona de paz.
O movimento sindical europeu se solidariza com os trabalhadores da Venezuela e seus sindicatos e apoia todos os esforços para proteger os direitos, a democracia e a paz.
A CES (Confederação Europeia de Sindicatos) apela à UE para que tome todas as medidas ao seu alcance para garantir que todos os intervenientes participem num diálogo e numa mediação inclusivos, com pleno respeito pelos direitos humanos e pelo direito internacional, e na proteção dos cidadãos da UE.